eclipse

total-solar-elipse-diamondring

o eclipse da chama
encharca os pantanosos dias
de preto: são noites

lambe, em faíscas e danças
todas as trilhas por onde restam
os passos

venda, cega, turva
escurece
a brasa é geral
fogem todos
feito
formigas

o caos.

o nada sopra forte
ao pé do ouvido

brada o vazio, denso,
no alarido

inúteis as caminhadas
morro abaixo
e o corpo doado à revelia
dos tempos todos

um espelho
fragmentado
nas ficções
da pele

à espera da carta
que não virá
da voz
que calará
do mentir
que cessará.

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em misturas. Bookmark o link permanente.

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