ter

poder a posse
reter o teto
driblar a sorte
curvar o reto
beber o cão
beijar o poste
chorar nas cócegas
voar a esmo
apostar as fichas
sem ter direito

não crer no fim
morder a ponta da faca
cruzar paredes
quebrar a máscara
rasgar a roupa
chamar o cabra
pra luta

feito sabão
escorrer dos dedos
erodir os calos
com seus segredos
rir do que
somente sabe
ser capitu
talvez de araque

a ressaca bebida na areia
grita feito dia novo
corre goela abaixo a água

fica para trás o carcereiro
a soltura é inevitável
nua
no horizonte.

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em poesia. Bookmark o link permanente.

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