soneto inglês

ah, no úmido recôndito ouço um brado
a profundidade da brancura pueril
espanta-me em olhar arrebatado
comprime o peito em devaneio febril

espalhado na alcova, sussurro: pecado
de meus pensamentos, jorra-te líquido vil
arranca da minha pele o medo inacabado
cioso por consumar-se em tom viril

silêncios ecoam em disparate!
transparências das curvas murmurantes
desferem em minha carne a lâmina do abate

ainda que o desprezo teu me destrate
serei em teu corpo um imigrante
dissolvido em ti, deusa escarlate

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em poesia. Bookmark o link permanente.

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