ocre

lembro, era tempo
de amanhecer
rosto lavado por águas noturnas
um passado à palma da mão

semblante banhado de ocre
carinho amplo da rouquidão
perdia-se entre letras difusas
silenciava na contramão

sobretudo
sobre seus todos
sobra-me pouco

escuridão.

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em poesia. Bookmark o link permanente.

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