madrugada

arde-me em noites encharcadas aos cântaros
a tua sombra pueril esculpida em brancas vestes
vêm-me à mente ecos de versos e encantos
soprados violentamente para teu leste

o tecido incompleto da tua figura
reclama pelo silêncio pálido do perdão
exclama em teu peito a pura essência
marca na areia a vida em escuridão

uma hora no teu leito, uma quimera
suburbanos vultos do passado, reviver
explodir-me na fugacidade dos teus poros
eximir-me da culpa de existir

saberei de ti em um breve tempo
que soberba da espera me alimente
um deus a mim há de estar

 

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em poesia. Bookmark o link permanente.

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