milugares

estrangeiras as línguas
pretensiosamente infinitas
turbilhões de mares inéditos
furtivos quadros negros de solidão

a noite absorta de lágrima
apaga o cigarro
enche a brasa da carne dura
tensão escolástica do corvo vil
espólio sorumbático da vida pregressa

lugar, espírito, olhos
acho-me na jovialidade do próximo
alimento-me voraz da energia ausente
chamo para dançar, menina inclemente
bailar a vida, sair das notas triviais
entregar
o corpo

neurônios embarcam no novelo idiomático
nadam no lodo das armadilhas perfumadas
flores sobre a mesa, amarelas, brancas
vinho gelado escorre, sua nervoso

lugar, lugares, cafés
a imaterialidade do futuro
tempo em curvas expressas
sangue finalmente nas veias
vida.

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Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em poesia. Bookmark o link permanente.

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